
Pontos-chave
- Exames de imagem ajudam no diagnóstico, mas não confirmam isoladamente
- A ressonância magnética identifica padrões típicos da doença
- Técnicas avançadas já detectam alterações antes dos sintomas
O diagnóstico da doença de Alzheimer não se baseia em um único exame, mas os métodos de imagem têm papel fundamental na investigação clínica. Exames como a ressonância magnética permitem avaliar alterações estruturais do cérebro, especialmente em regiões relacionadas à memória, como o hipocampo.
Revisões recentes destacam que pacientes com Alzheimer frequentemente apresentam atrofia em áreas temporais mediais, um achado que auxilia na diferenciação de outras causas de comprometimento cognitivo (Safiri et al., 2024). Esses exames também são essenciais para excluir outras condições, como tumores, hidrocefalia ou sequelas de AVC.
Além da avaliação estrutural, novas tecnologias vêm ampliando o diagnóstico. Técnicas como o PET amiloide e PET tau permitem visualizar diretamente proteínas associadas à doença, trazendo uma nova dimensão ao diagnóstico.
Segundo Frisoni et al. (2025), essa integração entre clínica, imagem e biomarcadores representa uma mudança de paradigma: o Alzheimer passa a ser identificado não apenas pelos sintomas, mas também por suas alterações biológicas.
Referências científicas
Safiri S et al. Frontiers in Medicine, 2024.
Madnani RS. Frontiers in Neurology, 2023.
Frisoni GB et al. Lancet, 2025.