
Pontos-chave
- O diagnóstico envolve avaliação clínica, cognitiva e exames complementares.
- Biomarcadores estão transformando a forma de diagnosticar Alzheimer.
- A identificação precoce permite planejamento terapêutico.
O diagnóstico da doença de Alzheimer evoluiu significativamente nas últimas décadas. Tradicionalmente, ele era baseado principalmente na avaliação clínica e no histórico de perda progressiva de memória e funcionalidade. Hoje, entretanto, a medicina conta com ferramentas mais sofisticadas para identificar a doença ainda em fases iniciais.
De acordo com a revisão publicada na Lancet por Frisoni e colaboradores (2025), o diagnóstico contemporâneo integra três dimensões principais: avaliação clínica, testes cognitivos e biomarcadores biológicos. Esses biomarcadores podem incluir exames de imagem cerebral ou análises de proteínas específicas associadas à doença.
A avaliação clínica continua sendo um elemento central. Médicos investigam sintomas cognitivos, comportamento, capacidade funcional e histórico médico. Além disso, entrevistas com familiares ajudam a compreender mudanças que o próprio paciente pode não perceber.
Essa abordagem multidimensional permite identificar a doença de forma mais precisa e em estágios mais precoces, abrindo caminho para intervenções terapêuticas e estratégias de cuidado mais eficazes.
Referências científicas
Safiri S et al. Alzheimer’s Disease: A Comprehensive Review of Epidemiology, Risk Factors, Symptoms, Diagnosis, Management and Advanced Treatments. Frontiers in Medicine. 2024.
Madnani RS. Alzheimer’s Disease: A Mini-Review for the Clinician. Frontiers in Neurology. 2023.
Frisoni GB et al. New Landscape of the Diagnosis of Alzheimer’s Disease. Lancet. 2025.